INSTRUÇÕES PARA REALIZAÇÃO DA TAREFA 3
Leia o Texto: “Engenhocas para superar
dificuldades”.
MUSEU E ARQUIVO HISTÓRICO
PROFESSOR HERMANN WEGERMANN
Um imigrante em Neu-Württemberg
(Panambi)
Temia Wehrmann
Formada em História pela UNIJUÍ,
pós-graduada em Educação Especial pela UTP
Coordenadora do Museu e Arquivo
Histórico Professor Hermann Wegermann - MAHP
E-mail: museu@panambi.rs.gov.br
Em 1902,
chegou a Neu-Württemberg, a família Karl Ernst Knorr, da etnia dos Schwaben, do
outrora Reino de Württemberg, localidade de Brettach, Alemanha. Através de sua
história é possível fazer uma retrospectiva de dificuldades e superações numa
colônia literalmente iniciada no meio do mato. Karl ou Carlos Knorr havia
aprendido o ofício de marceneiro na Alemanha. Ao tomar a decisão de vir ao sul
do Brasil, providenciou provisão de dinheiro, o que levar de bagagem, como
ferramentas necessárias para seu ofício. Ele, como quase a totalidade de
imigrantes, eram provenientes de áreas urbanas da Alemanha e conhecedores de
algum ofício. Já os colonos teuto-brasileiros, na sua maioria, eram
agricultores e preferiam o comércio à indústria. No entanto, como as
dificuldades para adquirir o alimento ainda eram presentes, necessitava-se
cultivá-lo.
Ao chegar, primeiramente Carlos
Knorr procedeu à derrubada de mato para plantar a roça de milho, feijão e
mandioca, as cultivares de subsistência. Vindo de carroção de Belizário, pousou
no Barracão do Imigrante para adquirir então o seu lote colonial nº 16, da
Linha Italiana. Esse antigo lote compreende as terras a direita da Rua 25 de
Julho, lado norte do Arroio do Moinho.
As dificuldades iniciais eram
muitas, por exemplo, não
tinham fogão para cozinhar e nem forno para assar pão, mas encontravam
alternativas como fazer o fogo de chão, entre a armação de algumas pedras e
tijolos e para assar o pão colocava a massa em uma panela de ferro, sobre a
brasa e assava. Ainda para facilitar o processo de lavagem de vestidos longos,
que em chão barrento sujava a barra, chegando este a grudar e endurecer,
instalou no Arroio uma armação, onde pendurava os vestidos, deixando imersas as
partes inferiores afim de dissolver a sujeira da barra e facilitar a limpeza.
Carlos
Knorr, pelo fato de ser um marceneiro, desde sua chegada, foi designado para
auxiliar na construção de
casas e prédios. Também
trabalhava na fabricação de móveis e benfeitoria. A casa para o diretor, na época Bornmüller,
também foi construída por Carlos Knorr, iniciada em 1904 e concluída em 1905.
Seu alicerce era de alvenaria e a casa de madeira. Como trabalhava com madeira,
resolveu instalar uma serraria. Para tanto, comprou as terras de Georg
Birnecker. Lá, Georg havia construído uma taipa de terra, represando as águas do
Arroio do Engenho para acionar um monjolo com que triturava e moía milho e
trigo. Knorr comprou esta área, reforçou e elevou a taipa de terra, aumentando
assim o volume e a capacidade de água represada. Ali, construiu uma pequena
serraria que entrou em funcionamento em fins de 1905. Era rudimentar, em média
serrava 3 tábuas por dia.
A partir
de 1909, essas terras ao norte do Rio Palmeira foram sendo medidas e divididas
em lotes coloniais e, desde logo, foram oferecidas para venda. A Linha Pinhal,
assim conhecida pela grande quantidade de pinheiros, compreendia os lotes que
margeavam a direita do Arroio Alegre, ficando a Cascata na área da colonização.
Carlos
Knorr comprou terras no local, uma compra estratégica, pois havia uma cascata,
com considerável força hidráulica. Adquiriu os lotes de número dois ou três da
Linha Pinhal, no costado do Arroio Alegre, no dia 29 de dezembro de 1909. O
lote número dois abrangia o local da cascata e essas áreas com recursos
hídricos tinham o mesmo preço das outras, porém, deveriam instalar uma
indústria.
Esta área
de terra, hoje interior do município de Condor, estava coberta de mata fechada
com elevado índice de pinheiros. Como muitos imigrantes e migrantes tiveram que
fazer, Carlos teve que providenciar a abertura de trilhos desde a estrada
geral, na área de campo, até o local da Cascata, bem como necessitou proceder à
roçada e derrubada de mata no lugar onde queria instalar a serraria e erguer a
moradia. Foi necessário construir uma taipa, no caso, usou toras de pinho para
captar água. A serraria entrou em funcionamento em setembro de 1910. A Família
Knorr residiu na Linha Pinhal de junho de 1909 a 1926. No entanto, aquela
serraria ainda era um engenho muito simples e, paralelamente, a Família
mantinha em suas colônias roça e pomar e implantou um moinho de cilindro.
A serraria, movida a
roda d’água, era de reduzidas proporções, o corte era muito demorado, uma tora
de 3 metros demorava em média 1 hora, necessitando funcionar 24 horas, isto é,
dia e noite. Não podendo pagar peão, engenhou um mecanismo despertador para
acordá-lo. Quando a trole da torra chegava quase ao fim, um dispositivo
instalado na armação da serra batia numa lata. Durante a noite o engenho
funcionava sozinho e se estendia no leito, até que o “bam-bam” na lata tornava
a acordá-lo, era um levanta e deita toda a noite. Carlos também idealizou outro
sistema para acordá-lo, uma cadeira de balanço. Instalou este móvel de forma
conectada com uma corda a trole e ao sistema de movimentação da serra, chegando
ao fim, causava puxões na cadeira, sendo o aviso de voltar ao trabalho. Em 1916
a roda d’ água foi substituída por uma turbina hidráulica.
Este
é apenas um recorte da História da Família Knorr, que sem dúvidas foi de suma
importância para o desenvolvimento de Panambi, pois em 1926, Knorr instalou uma Usina na Cascata do Arroio
Alegre a fim de gerar energia elétrica. E sabemos bem a importância da energia
para o desenvolvimento de um município. Portanto, torna-se importante resgatar a
história, relacionar os acontecimentos históricos de diferentes épocas. Afinal
o presente é o resultado de um processo e cada um de nós e muitos de nossos
antepassados faz ou fez parte desta
história, a história de Panambi.
Fonte: LEITZKE, Eugen. Cem anos
da História Familiar em Terras Brasileiras, 1902-2002.
TAREFA 3
1-Realização da visita (agendamento prévio) ao Recanto Sem
Energia Elétrica que está organizado no Museu e Arquivo Histórico Professor
Hermann Wegermann.
2- Elaboração
de um texto, após a visita sobre o Recanto Sem Energia Elétrica
Retorno da tarefa
ao MAHP: 22/10/2012
ATIVIDADES
OPCIONAIS ( Não enviar ao MAHP).
a) Acesse o site:< http://ceriluz.com.br/como-geramos.php>. Atividade interativa.
b) No Blog do MAHP, 3ª Gincana, tarefa 3 postada no dia 3 de
agosto de 2011 encontram-se dados gerais
sobre energia elétrica.

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