terça-feira, 7 de agosto de 2012

Tarefa 3


INSTRUÇÕES PARA REALIZAÇÃO DA TAREFA 3
Leia o Texto: “Engenhocas para superar dificuldades”.
MUSEU E ARQUIVO HISTÓRICO PROFESSOR HERMANN WEGERMANN

Um imigrante em Neu-Württemberg (Panambi)
Temia Wehrmann
Formada em História pela UNIJUÍ, pós-graduada em Educação Especial pela UTP
Coordenadora do Museu e Arquivo Histórico Professor Hermann Wegermann - MAHP


Em 1902, chegou a Neu-Württemberg, a família Karl Ernst Knorr, da etnia dos Schwaben, do outrora Reino de Württemberg, localidade de Brettach, Alemanha. Através de sua história é possível fazer uma retrospectiva de dificuldades e superações numa colônia literalmente iniciada no meio do mato. Karl ou Carlos Knorr havia aprendido o ofício de marceneiro na Alemanha. Ao tomar a decisão de vir ao sul do Brasil, providenciou provisão de dinheiro, o que levar de bagagem, como ferramentas necessárias para seu ofício. Ele, como quase a totalidade de imigrantes, eram provenientes de áreas urbanas da Alemanha e conhecedores de algum ofício. Já os colonos teuto-brasileiros, na sua maioria, eram agricultores e preferiam o comércio à indústria. No entanto, como as dificuldades para adquirir o alimento ainda eram presentes, necessitava-se cultivá-lo.
Ao chegar, primeiramente Carlos Knorr procedeu à derrubada de mato para plantar a roça de milho, feijão e mandioca, as cultivares de subsistência. Vindo de carroção de Belizário, pousou no Barracão do Imigrante para adquirir então o seu lote colonial nº 16, da Linha Italiana. Esse antigo lote compreende as terras a direita da Rua 25 de Julho, lado norte do Arroio do Moinho.
As dificuldades iniciais eram muitas, por exemplo, não tinham fogão para cozinhar e nem forno para assar pão, mas encontravam alternativas como fazer o fogo de chão, entre a armação de algumas pedras e tijolos e para assar o pão colocava a massa em uma panela de ferro, sobre a brasa e assava. Ainda para facilitar o processo de lavagem de vestidos longos, que em chão barrento sujava a barra, chegando este a grudar e endurecer, instalou no Arroio uma armação, onde pendurava os vestidos, deixando imersas as partes inferiores afim de dissolver a sujeira da barra e facilitar a limpeza.
Carlos Knorr, pelo fato de ser um marceneiro, desde sua chegada, foi designado para auxiliar na construção de casas e prédios. Também trabalhava na fabricação de móveis e benfeitoria.  A casa para o diretor, na época Bornmüller, também foi construída por Carlos Knorr, iniciada em 1904 e concluída em 1905. Seu alicerce era de alvenaria e a casa de madeira. Como trabalhava com madeira, resolveu instalar uma serraria. Para tanto, comprou as terras de Georg Birnecker. Lá, Georg havia construído uma taipa de terra, represando as águas do Arroio do Engenho para acionar um monjolo com que triturava e moía milho e trigo. Knorr comprou esta área, reforçou e elevou a taipa de terra, aumentando assim o volume e a capacidade de água represada. Ali, construiu uma pequena serraria que entrou em funcionamento em fins de 1905. Era rudimentar, em média serrava 3 tábuas por dia.
A partir de 1909, essas terras ao norte do Rio Palmeira foram sendo medidas e divididas em lotes coloniais e, desde logo, foram oferecidas para venda. A Linha Pinhal, assim conhecida pela grande quantidade de pinheiros, compreendia os lotes que margeavam a direita do Arroio Alegre, ficando a Cascata na área da colonização.
Carlos Knorr comprou terras no local, uma compra estratégica, pois havia uma cascata, com considerável força hidráulica. Adquiriu os lotes de número dois ou três da Linha Pinhal, no costado do Arroio Alegre, no dia 29 de dezembro de 1909. O lote número dois abrangia o local da cascata e essas áreas com recursos hídricos tinham o mesmo preço das outras, porém, deveriam instalar uma indústria.
Esta área de terra, hoje interior do município de Condor, estava coberta de mata fechada com elevado índice de pinheiros. Como muitos imigrantes e migrantes tiveram que fazer, Carlos teve que providenciar a abertura de trilhos desde a estrada geral, na área de campo, até o local da Cascata, bem como necessitou proceder à roçada e derrubada de mata no lugar onde queria instalar a serraria e erguer a moradia. Foi necessário construir uma taipa, no caso, usou toras de pinho para captar água. A serraria entrou em funcionamento em setembro de 1910. A Família Knorr residiu na Linha Pinhal de junho de 1909 a 1926. No entanto, aquela serraria ainda era um engenho muito simples e, paralelamente, a Família mantinha em suas colônias roça e pomar e implantou um moinho de cilindro.
A serraria, movida a roda d’água, era de reduzidas proporções, o corte era muito demorado, uma tora de 3 metros demorava em média 1 hora, necessitando funcionar 24 horas, isto é, dia e noite. Não podendo pagar peão, engenhou um mecanismo despertador para acordá-lo. Quando a trole da torra chegava quase ao fim, um dispositivo instalado na armação da serra batia numa lata. Durante a noite o engenho funcionava sozinho e se estendia no leito, até que o “bam-bam” na lata tornava a acordá-lo, era um levanta e deita toda a noite. Carlos também idealizou outro sistema para acordá-lo, uma cadeira de balanço. Instalou este móvel de forma conectada com uma corda a trole e ao sistema de movimentação da serra, chegando ao fim, causava puxões na cadeira, sendo o aviso de voltar ao trabalho. Em 1916 a roda d’ água foi substituída por uma turbina hidráulica.
            Este é apenas um recorte da História da Família Knorr, que sem dúvidas foi de suma importância para o desenvolvimento de Panambi, pois em 1926, Knorr instalou uma Usina na Cascata do Arroio Alegre a fim de gerar energia elétrica. E sabemos bem a importância da energia para o desenvolvimento de um município. Portanto, torna-se importante resgatar a história, relacionar os acontecimentos históricos de diferentes épocas. Afinal o presente é o resultado de um processo e cada um de nós e muitos de nossos antepassados  faz ou fez parte desta história, a história de Panambi.
Fonte: LEITZKE, Eugen. Cem anos da História Familiar em Terras Brasileiras, 1902-2002.

TAREFA 3
1-Realização da visita (agendamento prévio) ao Recanto  Sem Energia Elétrica que  está organizado  no Museu e Arquivo Histórico Professor Hermann Wegermann.
2- Elaboração de um texto, após a visita sobre o Recanto Sem Energia Elétrica  

Retorno da tarefa ao MAHP: 22/10/2012

ATIVIDADES OPCIONAIS  ( Não enviar ao MAHP).
a) Acesse o site:<  http://ceriluz.com.br/como-geramos.php>.  Atividade interativa.
b) No Blog do MAHP, 3ª Gincana, tarefa 3 postada no dia 3 de agosto de 2011 encontram-se dados  gerais sobre energia elétrica.

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