Panambi está
completando seu 59º aniversário de emancipação político-administrativo.
Trata-se de um município novo, muitos ainda recordam de fatos que ocorreram
neste período.
A Colônia
Neu-Württemberg por alguns anos já pleiteava sua emancipação, destacando-se
economicamente. Sua arrecadação era significativa, principalmente a partir da
década de 1920 e foi crescendo gradativamente, sendo a mais elevada, por vezes,
dentre os distritos de Cruz Alta. No entanto, o retorno em investimentos no
Distrito era muito baixo, o que gerou descontentamento, despertando o desejo da
emancipação.
Um dos primeiros passos para a emancipação
de um município é a realização de um plebiscito. Normalmente o candidato à
emancipação já é um distrito do município, do qual pretende se desmembrar.
Entende-se por distrito uma área mais desenvolvida, com área rural e uma sede
urbana, a qual dispõe de algumas indústrias, comércio, entre outras atividades.
Panambi, Distrito de Cruz Alta, teve
duas consultas plebiscitárias, a primeira um tanto conturbada, em 25 de
setembro de 1949[1] e,
a segunda, somente em 20 de dezembro de 1953, quando finalmente o resultado foi
favorável a emancipação. No entanto, apenas no dia 15 de dezembro de 1954,
quase um ano depois, exatamente 360 dias após o segundo plebiscito, foi baixado
o Decreto-Lei n º 2.524, que
dispunha sobre a criação do Município de Panambi, em dois distritos,
ou seja, Panambi, sendo distrito sede e Condor como 2º distrito (RIO GRANDE DO
SUL, 1954). A sede do município, neste caso Panambi, tinha a categoria de
cidade e o distrito de Condor tinha a sua sede denominada de vila (LEI ORGÂNICA
DO MUNICÍPIO DE PANAMBI, 1955 ).
O município de Panambi contava com
uma área de 829,68 km² até 1965, quando Condor se emancipou.
Para
que ocorresse a emancipação, houve a formação de lideranças que levaram à
concretização da criação do município de Panambi. Muitos são os documentos que
comprovam este processo, os quais fazem parte do Arquivo Histórico do Museu
Municipal.
As eleições do primeiro poder
executivo ocorreram no dia 20 de fevereiro de 1955, sendo a contagem dos votos
realizada em Cruz Alta. A posse das autoridades eleitas foi no dia 28 de
fevereiro do mesmo ano no Grêmio Desportivo Panambi.
O
Prefeito Walter Faulhaber, o vice-prefeito Levino Lauter e demais lideranças, ministraram
o município com poucos recursos, o que exigiu muito empenho e criatividade.
Walter Faulhaber, primeiro prefeito, abriu mão de seu salário, conforme
prometeu na sua campanha política, para investir nas necessidades na prefeitura.
Para
comemorar mais um aniversário de Panambi, o MAHP, organizou a Exposição
Temporária “Panambi, passado e presente através de imagens”. Assim a comunidade
pode observar mudanças significativas na paisagem panambiense nas últimas
décadas.
Seguem
citados alguns espaços fotografados e comparados com décadas anteriores:
Comunidades
Evangélica, Batista e Católica; Área Central de Panambi; Barracão do Imigrante-
transformações; Vista parcial da Rua General Osório; Panorama parcial a partir
da IECLB; vista parcial da ponte na BR 158, em Panambi; Ponte sobre o Rio Fiúza
que liga a Avenida Presidente Kennedy a Sete de Setembro.
Convidamos a todos a prestigiar a
exposição.
[1] A área de Neu-Württemberg
pertencia a dois municípios distintos (Condor/Palmeira das Missões e
Panambi/Cruz Alta). Palmeira das Missões não concordava com o desmembramento de
seu Distrito. O período foi marcado por vários conflitos devido à divergência
de opiniões, desencadeando alguns fatos curiosos, como o Distrito de Condor ter
mais eleitores que o de Panambi. O que será que aconteceu?


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