No
dia 08 de novembro de 2017, por volta das 16h30min os profissionais que atuam
no MAHP juntamente com a Administração Municipal e convidados comemoraram os 49
anos de existência da fundação do Museu e Arquivo Histórico de Panambi, hoje, “
Museu e Arquivo Histórico Professor Hermann Wegermann”.
Observação: O texto abaixo foi enviado para publicação no Jornal Folha das Máquinas no dia 08.11.2017. O mesmo foi alterado, isto é, resumido.
A
criação do Museu foi iniciativa do Colégio Evangélico Panambi- CEP. Na época
era diretor o Sr. Hermann Wegermann, o qual passou a incumbência de organizar o
Museu ao Sr. Eugen Leitzke. Em 8 de dezembro de 1989, através da lei nº
1020/1989 foi autorizada a criação do Museu Municipal, sendo que o mesmo criado
pelo CEP, passou a ser de responsabilidade do Poder Público.
Durante
a comemoração e recepção aos convidados foram recordados alguns momentos
históricos do Museu. Após
a municipalização, o mesmo esteve alocado em dois espaços diferentes. Cada
espaço tem uma história para contar... O primeiro foi o Castelinho, este espaço
possui uma história riquíssima. Os profissionais que atuaram no MAHP no período entre 2009 e 2015 realizaram
entrevistas com descendentes de pessoas que moravam e visitavam parentes que
residiam no Castelinho. Destacam que a família Wolgien, um dos donos, cultuava
o hábito da leitura e durante 30 anos
reuniu um grupo de cantores e artistas, amigos
da família, para ensaiar e alegrar a alma nas dependências do mesmo. O Sr. Richard
Saur (também foi um dos donos), pai de Ernesto Otto Saur, sendo este último pai
da Senhora Ingrid Saur fazia parte deste coral. A senhora Gertrud Döwich
(falecida), em entrevista no ano de 2012, relatou os bons momentos em que
cantavam ao som do violino do regente Lindner. Outros adeptos ao coral foram:
Erich e Liesellotte Gerling, Emília Tremp, Hélio Schüller, Leopoldo Albert e
Conrad Doeth, entre outros.
O
Museu e Arquivo Histórico teve alocado no Castelinho de primeiro de março de
1990 até agosto de 1995.
O motivo da saída deste espaço foi considerado impróprio para permanecer, devido o prédio ser atingido pela enchente que ocorreu em maio de 1992, a qual atingiu o porão, onde estavam dispostos parte do acervo.
“Só se protege o que se ama, mas só se ama o que se conhece” (A NOTÍCIA ILUSTRADA, 10.06.1992, p.9). Quando observamos o Castelinho (uma casa antiga), já identificamos como algo que fez parte de um processo de trabalho passado: está ali. Existem muitos registros nos jornais locais de nosso município e também no Museu que foi obtido através da realização de entrevistas com pessoas que construíram, moraram, venderam, bem como documentos que comprovam as etapas da construção e os meios para conseguir a matéria prima (tijolos e madeiras), entre outros.
O motivo da saída deste espaço foi considerado impróprio para permanecer, devido o prédio ser atingido pela enchente que ocorreu em maio de 1992, a qual atingiu o porão, onde estavam dispostos parte do acervo.
“Só se protege o que se ama, mas só se ama o que se conhece” (A NOTÍCIA ILUSTRADA, 10.06.1992, p.9). Quando observamos o Castelinho (uma casa antiga), já identificamos como algo que fez parte de um processo de trabalho passado: está ali. Existem muitos registros nos jornais locais de nosso município e também no Museu que foi obtido através da realização de entrevistas com pessoas que construíram, moraram, venderam, bem como documentos que comprovam as etapas da construção e os meios para conseguir a matéria prima (tijolos e madeiras), entre outros.
Radum
(2015) faz uma análise em seu trabalho intitulado “POLÍTICAS E GESTÃO DO
PATRIMÔNIO: UMA ANÁLISE DO INSTITUTO DO DESTOMBAMENTO E SEUS NOVOS ATORES”, onde
analisa vários casos de (des) tombamento. Num deles destaca o caso que uma
cidade possuía “notável feição natural”, que sua importância foi objeto de
escrita de diversos historiadores sendo enfatizada a ameaça que sofria um
determinado patrimônio.
Conforme Rangel
(2016) “a cultura identifica as sociedades humanas sendo influenciadas pela
natureza como localização geográfica e clima”.
O
segundo espaço onde está alocado o Museu e Arquivo Histórico Professor Hermann Wegermann situa-se em anexo ao Ginásio de Esporte,
no Parque Municipal. Na próxima semana publicaremos maiores detalhes do
trabalho desenvolvido pelos profissionais no período de agosto de 1995 aos dias
atuais.
FONTE:
Documentos e Entrevistas do Museu e Arquivo
Histórico Professor Hermann Wegermann.
INFORMAÇÕES: Coordenadora do MAHP- Cléa
Hempe.
Fonte: Jornal A Notícia Ilustrada 08.11.2017.
MUSEU E ARQUIVO
HISTÓRICO PROFESSOR HERMANN WEGERMANN: 1995 – 2017
(Continuação do texto publicado no dia
09.11.2017).
Completa neste ano, vinte e dois anos que o Museu e
Arquivo Histórico Professor Hermann Wegermann foi municipalizado. A partir do dia
19 de setembro de 1995 passou a funcionar no espaço físico, anexo ao Ginásio de
Esportes. Este espaço foi inaugurado
dentro da programação do 3º Evento Industrial e Comercial-EVINCO que aconteceu
no Parque Municipal Rudolfo Arno Golhdardt.
No livro de assinatura consta o registro das autoridades
que estiveram presente ao momento de inauguração das novas instalações do
Museu. O governador do Estado, na época esteve representado pelo Sr. Vicente
Joaquim Bogo (vice-governador)e foi o primeiro a assinar o livro de presença (Livro
de Registro de Visitas nº 02).
Na escada que dá acesso ao Museu conforme imagem 01 pode
ser visualizado as seguintes autoridades: Eugen Leitzke (Diretor do Museu),
Vicente Joaquim Bogo (Vice-Governador/RS), Miguel Schmitt-Prym (Prefeito
Municipal), Ilmo Roque Wathier Secretário Municipal de Educação e Cultura,
entre outros.
Imagem 01 -Ato
de inauguração do Museu e Arquivo Histórico Municipal.
Fonte: Jornal A Notícia Ilustrada 19.09.1995
No
dia da inauguração, o professor Leitzke (diretor do MAHP) acompanhou a Comitiva
de Autoridades e demais visitantes, prestando informações sobre peças expostas
e catalogadas do Museu.
O MAHP após ser municipalizado já
teve sob a responsabilidades de oito profissionais (Diretores/Coordenadores).
Segue relação dos profissionais responsáveis pelo trabalho realizado no MAHP
desde a fundação aos dias atuais.
Fonte: Museu e Arquivo Histórico Professor
Hermann Wegermann-MAHP.
Nas
imagens 2 e 3 podem ser visualizadas momento de visitação ao Museu e Arquivo
Histórico Panambi no ano de 1995.
Fotos
2 – Visitação do Acervo do MAHP 3 – Visitação do
Acervo do MAHP
Fonte:
Jornal A Notícia Ilustrada 19.09.1995.
No livro ponto, registro de assinatura dos
funcionários após a municipalização consta a abertura do dia 1 de março de
1990. Segue relação de profissionais que
já trabalharam no MAHP: Eugen Leitzke (a partir set. 1994 Diretor), Adinelma
Zanuzo (professora), Janete Finger Scheuer (professora), Cirlei Wizbiki
(professora), Celoi B. Bones, Ruth F. Martins, Siria E. dos Santos, Maria
Heberle, Isolde Chechi, Renato Dessbesell, Iria Datsch, Marina da S. Andrade,
Scheila Adriane Michels, Cleucio M. Felix,Renato Dessbesell,Gissele Tonin,
Osmar R. Malheiros, Rita de Cácia Spanemberg, Adelar Schüler, Sérgio Lopes,
Inês Therezinha PintoWinterfeld, Leda S.
Pompéo, Marcia Porazzi Pereira, Maiquel
Ângelo Dallabrida, Cazuza Martins (professora), Lece Eny Droppa Appel
(professora), Berenice Costa Monteiro,Elenir dos Santos Schallenberg, Nelci
Almeida Poncio, Irotilde Rodrigues,Siria E. dos Santos, Rosangela F. Cassol,
Senilda Bock,Rosani Zachow Coelho, Jocélia L. Netto, Nara Viviane Graeff
(professora), Edina Francini Simão (professora),Tereza B. Gomes, Adriane
Cristina Relly, Deise Marques Oliveira, Elenice V.
da Silva, Valdirene Schuquel
Motta, Ivete Santos Amorim, Solange do Amaral,Ângela Boldt
Nascimento (professora), Claudiovir Maria da Silva, Juseli Lopes Vaz,
Patrícia Bairros Freitas, Ana Maristela Schefer (professora), Denise Mirian Neumann,Neli de Fátima da Silva
Graeff, Vânia Regina Meotti, Gládis Rosane Surkamp (professora), Lurdes de
Oliveira (professora), Marcos Cristiano da Silva Fischer (professor), Bruna
Fernanda Wendland Martins e Rosalete dos Santos Martins.
A
Coordenadora do MAHP, Cléa Hempe solicita aos profissionais que trabalharam no
Museu e que estão dispostos a colaborarem com o resgate histórico para
agendarem uma entrevista para o ano de 2018. Estamos à disposição pelo tel.
3375-3292. Teremos um imenso prazer de resgatar as vivências de cada
profissional para fazer parte do histórico dos 50 anos do Museu, em novembro de
2018.
No dia 30 de dezembro de 2017, a
funcionária Inês Therezinha Pinto Winterfeld completa 70 anos e estará
encaminhando a sua aposentadoria. Seus colegas de trabalho que atuam na Equipe
do MAHP agradecem a sua dedicação e esmero. Também desejam que a mesma possa
aproveitar e desfrutar com muita saúde a sua aposentadoria.
e Cléa Hempe (Coordenadora
do MAHP). Fonte: Natal de 2009, MAHP.
O Brasil, cada vez mais, passa a reconhecer o poder dos
museus no desenvolvimento das sociedades e volta seu olhar para o setor.
Atualmente no país, cerca de 90 museus estão sendo construídos ou passam por
revitalizações profundas em um universo de 3.500 museus (http://www.culturaemercado.com.br/site/pontos-de-vista/o-papel-dos-museus).
O trabalho educacional, voltado para o patrimônio cultural,
deve ser a base para o reconhecimento de cada um dentro de uma sociedade, pois
leva a uma maior apropriação e valorização da memória coletiva e permite um
melhor uso dos equipamentos culturais e das manifestações artísticas.
Quando
o indivíduo entende, pondera e colabora ativamente para a criação cultural, ele
passa a se sentir representado e capaz de se apropriar de suas raízes, o que
gera um impacto direto na preservação do patrimônio e um aumento na autoestima
de uma comunidade (http://www.cartaeducacao.com.br/artigo/o-papel-da-arte-e-dos-museus-na-formacao-da-sociedade).
O
próximo texto trará informações sobre o trabalho realizado no museu em 2017.
Informações: Coordenadora do MAHP - Cléa Hempe, nov. de 2017.
Fonte: Jornal A Notícia do Vale,nov. de 2017.










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