quinta-feira, 9 de novembro de 2017

MAHP-Museu e Arquivo Histórico Professor Hermann Wegermann


No dia 08 de novembro de 2017, por volta das 16h30min os profissionais que atuam no MAHP juntamente com a Administração Municipal e convidados comemoraram os 49 anos de existência da fundação do Museu e Arquivo Histórico de Panambi, hoje, “ Museu e Arquivo Histórico Professor Hermann Wegermann”.  

Da direita para a esquerda, Coordenadora do MAHP Cléa Hempe, Vice-prefeito Francisco Pereira da Costa , Prefeito Daniel Hinnah, Coordenadora da Biblioteca Adil Alves Malheiros Cledi Ficht e Profissionais que atuam no MAHP.

Observação:  O texto abaixo foi enviado para publicação no Jornal Folha das Máquinas no dia 08.11.2017.  O mesmo foi alterado, isto é, resumido.



                A criação do Museu foi iniciativa do Colégio Evangélico Panambi- CEP. Na época era diretor o Sr. Hermann Wegermann, o qual passou a incumbência de organizar o Museu ao Sr. Eugen Leitzke. Em 8 de dezembro de 1989, através da lei nº 1020/1989 foi autorizada a criação do Museu Municipal, sendo que o mesmo criado pelo CEP, passou a ser de responsabilidade do Poder Público.
                Durante a comemoração e recepção aos convidados foram recordados alguns momentos históricos do Museu. Após a municipalização, o mesmo esteve alocado em dois espaços diferentes. Cada espaço tem uma história para contar... O primeiro foi o Castelinho, este espaço possui uma história riquíssima. Os profissionais que atuaram no MAHP no período entre 2009 e 2015 realizaram entrevistas com descendentes de pessoas que moravam e visitavam parentes que residiam no Castelinho. Destacam que a família Wolgien, um dos donos, cultuava o hábito da leitura e durante 30 anos reuniu um grupo de cantores e artistas, amigos da família, para ensaiar e alegrar a alma nas dependências do mesmo. O Sr. Richard Saur (também foi um dos donos), pai de Ernesto Otto Saur, sendo este último pai da Senhora Ingrid Saur fazia parte deste coral. A senhora Gertrud Döwich (falecida), em entrevista no ano de 2012, relatou os bons momentos em que cantavam ao som do violino do regente Lindner. Outros adeptos ao coral foram: Erich e Liesellotte Gerling, Emília Tremp, Hélio Schüller, Leopoldo Albert e Conrad Doeth, entre outros.
                O Museu e Arquivo Histórico teve alocado no Castelinho de primeiro de março de 1990 até agosto de 1995.
               O motivo da saída deste espaço foi considerado impróprio para permanecer, devido o prédio ser atingido pela enchente que ocorreu em maio de 1992, a qual atingiu o porão, onde estavam dispostos parte do acervo.
           “Só se protege o que se ama, mas só se ama o que se conhece” (A NOTÍCIA ILUSTRADA, 10.06.1992, p.9). Quando observamos o Castelinho (uma casa antiga), já identificamos como algo que fez parte de um processo de trabalho passado: está ali. Existem muitos registros nos jornais locais de nosso município e também no Museu que foi obtido através da realização de entrevistas com pessoas que construíram, moraram, venderam, bem como documentos que comprovam as etapas da construção e os meios para conseguir a matéria prima (tijolos e madeiras), entre outros.
                Radum (2015) faz uma análise em seu trabalho intitulado “POLÍTICAS E GESTÃO DO PATRIMÔNIO: UMA ANÁLISE DO INSTITUTO DO DESTOMBAMENTO E SEUS NOVOS ATORES”, onde analisa vários casos de (des) tombamento. Num deles destaca o caso que uma cidade possuía “notável feição natural”, que sua importância foi objeto de escrita de diversos historiadores sendo enfatizada a ameaça que sofria um determinado patrimônio.
                Conforme Rangel (2016) “a cultura identifica as sociedades humanas sendo influenciadas pela natureza como localização geográfica e clima”.
                O segundo espaço onde está alocado o Museu e Arquivo Histórico Professor Hermann Wegermann  situa-se em anexo ao Ginásio de Esporte, no Parque Municipal. Na próxima semana publicaremos maiores detalhes do trabalho desenvolvido pelos profissionais no período de agosto de 1995 aos dias atuais.

FONTE:               
Documentos e Entrevistas do Museu e Arquivo Histórico Professor Hermann Wegermann.
INFORMAÇÕES: Coordenadora do MAHP- Cléa Hempe.


Fonte: Jornal A Notícia Ilustrada 08.11.2017.


MUSEU E ARQUIVO HISTÓRICO PROFESSOR HERMANN WEGERMANN: 1995 – 2017
 (Continuação do texto publicado no dia 09.11.2017).

            Completa neste ano, vinte e dois anos que o Museu e Arquivo Histórico Professor Hermann Wegermann foi municipalizado. A partir do dia 19 de setembro de 1995 passou a funcionar no espaço físico, anexo ao Ginásio de Esportes.  Este espaço foi inaugurado dentro da programação do 3º Evento Industrial e Comercial-EVINCO que aconteceu no Parque Municipal Rudolfo Arno Golhdardt.
            No livro de assinatura consta o registro das autoridades que estiveram presente ao momento de inauguração das novas instalações do Museu. O governador do Estado, na época esteve representado pelo Sr. Vicente Joaquim Bogo (vice-governador)e foi o primeiro a assinar o livro de presença (Livro de Registro de Visitas nº 02).
            Na escada que dá acesso ao Museu conforme imagem 01 pode ser visualizado as seguintes autoridades: Eugen Leitzke (Diretor do Museu), Vicente Joaquim Bogo (Vice-Governador/RS), Miguel Schmitt-Prym (Prefeito Municipal), Ilmo Roque Wathier Secretário Municipal de Educação e Cultura, entre outros.

Imagem  01 -Ato de inauguração do Museu e Arquivo Histórico Municipal.
Fonte: Jornal A Notícia Ilustrada 19.09.1995

No dia da inauguração, o professor Leitzke (diretor do MAHP) acompanhou a Comitiva de Autoridades e demais visitantes, prestando informações sobre peças expostas e catalogadas do Museu.
            O MAHP após ser municipalizado já teve sob a responsabilidades de oito profissionais (Diretores/Coordenadores). Segue relação dos profissionais responsáveis pelo trabalho realizado no MAHP desde a fundação aos dias atuais.

       Fonte: Museu e Arquivo Histórico Professor Hermann Wegermann-MAHP.

Nas imagens 2 e 3 podem ser visualizadas momento de visitação ao Museu e Arquivo Histórico Panambi no ano de 1995.



                            Fotos 2 – Visitação do Acervo do MAHP                              3 – Visitação do Acervo do MAHP
                           Fonte: Jornal A Notícia Ilustrada 19.09.1995.

                No  livro ponto, registro de assinatura dos funcionários após a municipalização consta a abertura do dia 1 de março de 1990.  Segue relação de profissionais que já trabalharam no MAHP: Eugen Leitzke (a partir set. 1994 Diretor), Adinelma Zanuzo (professora), Janete Finger Scheuer (professora), Cirlei Wizbiki (professora), Celoi B. Bones, Ruth F. Martins, Siria E. dos Santos, Maria Heberle, Isolde Chechi, Renato Dessbesell, Iria Datsch, Marina da S. Andrade, Scheila Adriane Michels, Cleucio M. Felix,Renato Dessbesell,Gissele Tonin, Osmar R. Malheiros, Rita de Cácia Spanemberg, Adelar Schüler, Sérgio Lopes, Inês  Therezinha PintoWinterfeld, Leda S. Pompéo, Marcia Porazzi Pereira, Maiquel  Ângelo Dallabrida, Cazuza Martins (professora), Lece Eny Droppa Appel (professora), Berenice Costa Monteiro,Elenir dos Santos Schallenberg, Nelci Almeida Poncio, Irotilde Rodrigues,Siria E. dos Santos, Rosangela F. Cassol, Senilda Bock,Rosani Zachow Coelho, Jocélia L. Netto, Nara Viviane Graeff (professora), Edina Francini Simão (professora),Tereza B. Gomes, Adriane Cristina Relly,  Deise  Marques Oliveira, Elenice  V.   da  Silva, Valdirene Schuquel Motta, Ivete Santos Amorim, Solange do Amaral,Ângela  Boldt   Nascimento (professora), Claudiovir Maria da Silva, Juseli Lopes Vaz, Patrícia Bairros Freitas, Ana Maristela Schefer (professora),  Denise Mirian Neumann,Neli de Fátima da Silva Graeff, Vânia  Regina Meotti,  Gládis Rosane Surkamp (professora), Lurdes de Oliveira (professora), Marcos Cristiano da Silva Fischer (professor), Bruna Fernanda Wendland Martins e Rosalete dos Santos Martins.
            A Coordenadora do MAHP, Cléa Hempe solicita aos profissionais que trabalharam no Museu e que estão dispostos a colaborarem com o resgate histórico para agendarem uma entrevista para o ano de 2018. Estamos à disposição pelo tel. 3375-3292. Teremos um imenso prazer de resgatar as vivências de cada profissional para fazer parte do histórico dos 50 anos do Museu, em novembro de 2018.
            No dia 30 de dezembro de 2017, a funcionária Inês Therezinha Pinto Winterfeld completa 70 anos e estará encaminhando a sua aposentadoria. Seus colegas de trabalho que atuam na Equipe do MAHP agradecem a sua dedicação e esmero. Também desejam que a mesma possa aproveitar e desfrutar com muita saúde a sua aposentadoria.

                                       Da direita para esquerda: Inês Therezinha Pinto Winterfeld
                                      e Cléa Hempe (Coordenadora do MAHP). Fonte: Natal de 2009, MAHP.

            O Brasil, cada vez mais, passa a reconhecer o poder dos museus no desenvolvimento das sociedades e volta seu olhar para o setor. Atualmente no país, cerca de 90 museus estão sendo construídos ou passam por revitalizações profundas em um universo de 3.500 museus (http://www.culturaemercado.com.br/site/pontos-de-vista/o-papel-dos-museus).
            O trabalho educacional, voltado para o patrimônio cultural, deve ser a base para o reconhecimento de cada um dentro de uma sociedade, pois leva a uma maior apropriação e valorização da memória coletiva e permite um melhor uso dos equipamentos culturais e das manifestações artísticas.
            Quando o indivíduo entende, pondera e colabora ativamente para a criação cultural, ele passa a se sentir representado e capaz de se apropriar de suas raízes, o que gera um impacto direto na preservação do patrimônio e um aumento na autoestima de uma comunidade (http://www.cartaeducacao.com.br/artigo/o-papel-da-arte-e-dos-museus-na-formacao-da-sociedade).
            O próximo texto trará informações sobre o trabalho realizado no museu em 2017.
Informações:  Coordenadora do MAHP - Cléa Hempe, nov. de 2017.

Fonte: Jornal A Notícia do Vale,nov. de 2017.







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