MUSEU E ARQUIVO HISTÓRICO MUNICIPAL
PROFESSOR HERMANN WEGERMANN -MAHP
Localizado nas dependências do Parque Municipal
Rudolfo Arno Goldhardt, o museu possui um acervo constituído por diversos objetos
e documentos que contextualizam a história e a cultura do município e da
região. Conhecer o MAHP é uma experiência enriquecedora tanto para a apreciação
como para a pesquisa daqueles que buscam aprender através da história de seus
antepassados.
BIBLIOTECA
MUNICIPAL ADIL ALVES MALHEIROS
A Biblioteca Municipal foi criada pela Lei 196/63
de 29/06/1963 e inaugurada no dia 08/07/1972, durante o mandato do Prefeito
Rudolfo Arno Goldhardt. No ano de 2002, através do Projeto de Lei 2094/02 de
20/08/2002, de autoria de Vereador Romário Malheiros, passou a chamar-se
Biblioteca Municipal Adil Alves Malheiros. Seu acervo inicial era de 120 livros
doados por entidades e comunidade. Hoje possui um acervo superior a 36.000
livros registrados e catalogados, assinaturas de diversos gêneros de revistas e
outros periódicos, jornais locais e os principais jornais do Estado. O cadastro
de sócia conta com aproximadamente 6.500 associados entre ativos e inativos. Dispõem
de literatura de autores estrangeiros, brasileiros, poesias, auto-ajuda,
literatura infantil e juvenil, livros didáticos, literatura em Braile e em língua Alemã e sala
de pesquisas. Além das revistas e livros adquiridos semanalmente a Biblioteca
conta com as doações da comunidade que enriquecem o acervo.
KAUFHAUS
Numa
construção estilo enxaimel localizada na praça Eng° Walter Faulhaber
encontra-se a Casa do Artesanato, denominada “Kaufhaus”. Lá o turista encontra
toda a originalidade e criatividade do artesanato produzido em madeira, couro,
porcelana, pinturas em tecidos, bordados, dentre outros artigos que representam
a cultura desta terra.
MONUMENTO AO IMIGRANTE
Construído
em 1975, o Monumento ao Imigrante em sua representatividade, rende merecida homenagem aos imigrantes que
vieram se instalar nestas terras, às margens do Rio Fiúza, e que, com muito
trabalho, contribuíram para a prosperidade deste município. Em 2012 o monumento
passou por uma revitalização que contou com trabalho do professor e artista
local Solon Lazzarotto.
EDIFÍCIO RUDI ARNOLDO FRANKE
Localiza-se
na esquina da rua Sete de Setembro
com a rua Alfredo Brenner, no centro da cidade. O prédio foi projetado pelo
prefeito Engº Walter Faulhaber e construído em 1968, na gestão do Prefeito Rudi
Franke e Vice-prefeito Abílio Hartemink, sendo, na época, a primeira sede própria
do Centro Administrativo Municipal. Em função de seu valor histórico,
localização, porte e beleza arquitetônica, o edifício tornou-se patrimônio
histórico e arquitetônico do município através da Lei 2.447 de 24 de novembro
de 2005, sendo também um ponto de referência e admiração para quem visita a
cidade.
O MOINHO VELHO
Em 1902, os irmãos Weirich planejaram a construção
de um moinho na Colônia de Neu-Würtemberg, às margens do Rio Fiúza, em um lugar
de grande beleza cênica. O trabalho artesanal exigiu toda a habilidade dos irmãos,
que dispunham apenas de serras e machados para talhar o madeiramento. Não
dispondo de finanças suficientes para concluir a obra, os Weirich venderam tudo
aos irmãos Streppel que, em 1903, conseguiram concluir as obras do Moinho.
Atualmente, nas instalações do velho moinho funciona um restaurante, que além
da originalidade e da boa cozinha, tornou-se um ponto de visitação turística
por sua beleza e seu valor histórico-cultural.
IGREJA BATISTA EMANUEL
Comunidade
que iniciou com nove famílias de colonizadores que aqui chegaram em 1901. Em
1906 a igreja foi constituída juridicamente e, em 1908, foi inaugurado o
primeiro templo da região. No templo atual, inaugurado em 1948, são realizados
os cultos, tanto em alemão como em português, que mantém a característica da
participação de diversos coros e conjuntos musicais. A beleza da sua construção
encanta os visitantes.
IGREJA EVANGÉLICA DE CONFISSÃO LUTERANA
A
Comunidade Evangélica Luterana realizava seus cultos no barracão do imigrante
de 1901 a 1902, quando foi construída a primeira casa paroquial. Em 1908 a
IECLB foi constituída juridicamente. Em 1923 inauguraram o primeiro templo. A
igreja foi projetada pelo arquiteto Seubert de Hamburgo Velho, sob a colina
central da vila. Em frente à Igreja encontra-se o busto do 1º Pastor e do
Fundador da Empresa de Colonização. Sua construção é tipicamente alemã, com
janelinhas estreitas e altas, com arco quebrado em estilo gótico. Seus sinos,
provenientes da Alemanha e o relógio da torre, foram construídos com peças de
automóvel Ford.
IGREJA MATRIZ SÃO JOÃO BATISTA
A
comunidade católica em Panambi teve sua primeira missa na casa da Sra. Wagner
em dezembro de 1901, presidida pelo padre jesuíta Max Von Lassberg. Em 1910 foi
dado início a construção de uma capela a São João Batista, que mais tarde, foi
destruída por um vendaval. A primeira festa em honra ao padroeiro aconteceu em
1917, com grande procissão seguida de festejos populares. Em 1943 foi
construída a atual Igreja Matriz, localizada em frente à praça. A paróquia,
criada em 1952, se tornou um grande comunidade de fé e vida cristã, contando
atualmente com 21 comunidades.
1.2 –
ATRATIVOS NATURAIS
CASCATA
DO RIO PALMEIRA
Situada
a 9 km da
cidade, na Linha Rincão Frente, numa
região exuberante de mata nativa onde estão instaladas as turbinas da empresa
hidrelétrica Hidropan. A queda principal tem aproximadamente 12 metros de altura e a
visitação pode ser feita mediante autorização da empresa administradora da
usina.
Telefone
para agendamento de visitas: (55) 3376 9800
CASCATA
DO RIO CAXAMBÚ
Conhecida
também como Cascata de Entre-Rios está situada a 25 km
da área urbana de Panambi, na localidade de Entre-Rios, divisa com o município
de Bozano. A queda de 11
metros encanta pela força e beleza das suas águas. Acima
da queda existe ótimo local para banho.
RIO
FIÚZA
O Rio Fiúza, outrora denominado Arroio
Corticeira, tem a maior parte de sua abrangência hidrográfica situada dentro da
área superficial do município de Panambi. Suas nascentes encontram-se no
território do município de Santa Bárbara do Sul, a nordeste da localidade de
Capão Alto. A foz é no Rio Palmeira. A bacia hidrográfica cobre uma área de
aproximadamente 190 km², dos quais 150 km² situam-se em área do município de
panambi, e 40 km², no município de Santa Bárbara do Sul. A extensão pode ser
avaliada em mais ou menos 35
km , dos quais, 32 km em território de Panambi. Pelo registro
cartográfico podem ser contados, entre sangas e arroios, 59 afluentes, sendo 27
à margem direita, e 32 à margem esquerda. Entre os afluentes do Fiúza, que
talvez mais se tenha tornado notório, destaca-se o Arroio Moinho, à margem
direita, pois seu curso inferior corta a cidade de Panambi.
1.3
– OUTROS ATRATIVOS
PARQUE
MUNICIPAL RUDOLFO ARNO GOLDHARDT
Área de
lazer localizada na Avenida Konrad Adenauer, 355 – centro da cidade. Possui uma
excelente pista para caminhadas em meio à mata nativa, costeando as margens do
rio Fiúza. Conta com um campo de futebol, quadras de areia, ginásio de eventos,
ginásio de esportes, parque infantil, academia ao ar livre, churrasqueiras,
bancos, mesas e banheiros. Um parque de lazer em perfeita harmonia com a
natureza.
PRAÇA ENGENHEIRO
WALTER FAULHABER
No
coração da cidade, a praça é uma homenagem ao primeiro prefeito. É ajardinada,
com muitas flores e plantas ornamentais. Nela, encontram-se o Palanque Oficial,
a Casa do Artesanato, o Portal das Colonizações, o Monumento à Bíblia e o Busto
do Engenheiro Walter Faulhaber. Na
primavera, converte-se num cartão postal florido.
O município de Panambi situa-se no planalto rio-grandense, região noroeste do estado do Rio Grande do Sul. As terras que hoje integram o município, outrora pertencentes à Cruz Alta, localizam-se entre cerros e vales, sendo banhadas pelos rios Palmeira, Fiúza, Caxambu e Ijuí Seus municípios limítrofes são: Condor e Ajuricaba ao norte, Santa Bárbara do Sul ao leste, Pejuçara ao sul e Bozano a oeste.
A povoação, de origem portuguesa ocorreu a partir de 1820 e a colonização, de origem alemã, iniciou com a fundação da Colônia chamada "Neu-Württemberg". O Dr. Hermann Meyer, em expedição realizada ao Mato Grosso, tomou conhecimento da existência de terras férteis no Estado. Para promover os trabalhos de colonização manteve um administrador remunerado, o senhor Carlos Dhein, que lavrou a primeira escritura da colônia para Dr. Meyer, em 31 de agosto de 1898. A colonização visava inicialmente imigrantes vindos de Württemberg, na Alemanha, mas também famílias vindas das antigas colônias da região de Estrela e Santa Cruz do Sul ocuparam seu espaço no local.
De 1898 até 1938, permaneceu a denominação de Neu-Württemberg para a colônia como um todo. Com a demarcação da área urbana em 1901, recebeu a designação Elsenau, como uma homenagem à esposa de Meyer, chamada Else. Em 1938, a colônia foi elevada à categoria de Vila. A partir daí o município ainda sofreu mais três mudanças de nome: Pindorama (1938), Tabapirã (1944), e, finalmente Panambi, a partir de 29 de dezembro de 1944.
Contando com uma estrutura sócio-econômica bem desenvolvida, em 1949 pleiteou-se a emancipação, após uma vasta campanha. Com vários conflitos e discordâncias, realizaram-se dois plebiscitos, no período de 1949 e 1953, sendo que, no dia 15 de dezembro de 1954, foi decretada a emancipação de Panambi, e marcada a data para a primeira eleição para Prefeito e para vereadores. Sua instalação oficial ocorreu em 28 de fevereiro de 1955. (Fonte: MAHP)
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA CIDADE:
PANAMBI – A cidade das Máquinas no Vale das Borboletas Azuis
O município de Panambi localiza-se na Região Noroeste Colonial do Estado do Rio Grande do Sul, no entroncamento das rodovias BR-285 e BR-158 e pertence à região turística do Yucumã. Tornou-se conhecida como Cidade das Máquinas devido ao potencial de seu grande e diversificado parque industrial, fruto do empreendedorismo de seu povo - característica presente desde o início da colonização, com destaque para as ferrarias, serrarias e outras oficinas artesanais.
A povoação, de origem portuguesa, ocorreu a partir de 1820 e a colonização, de origem alemã, iniciou com a fundação da Colônia chamada "Neu-Württemberg" a partir de 1898.
Dentre as características herdadas da colonização alemã, é pertinente citar: a língua, a religiosidade, a educação e a gastronomia. A comunicação na língua alemã ainda é comum dentre os panambienses. Na educação o Município é referência com relação ao ensino tecnológico e profissionalizante. Na gastronomia, há a presença de diversos pratos originalmente germânicos, como: Käsekuchen (cuca de requeijão), Eisbein (joelho de porco), Sauerkraut (chucrute), Salzbretzel (rosca de sal), Leberkäse (pão de carne), Streuselkuchen (cuca de farofa), Apfelstrudel (folhado de maçã), Bienestich (bolo de amendoim), entre outros quitutes, que podem ser saboreados nas padarias, confeitarias, cafés e restaurantes da cidade.
A cidade prima pela conservação do meio ambiente e valorização da cultura, sendo que os grupos de danças e os corais estão sempre presentes nos eventos locais.
Origem e significado do nome
Conforme pesquisas históricas acerca dos nomes que a cidade recebeu, consta que Panambi tem origem vocabular na língua tupi-guarani, significando borboleta. Contam os antigos que na época da escolha deste nome, muitas borboletas sobrevoavam esta terra de verdes vales cortado pelas águas cristalinas do Rio Fiúza, sendo que a espécie que mais se destacava era a borboleta azul.
Clima:
Subtropical Úmido. No período que compreende os meses de outubro a março, o clima se caracteriza como subtropical, ao passo que a incidência térmica nos meses de abril a setembro, permite classificar o clima de Panambi como temperado.
Topografia:
O município possui uma topografia acidentada, de difícil planejamento urbanístico. Na área campestre predominam as coxilhas com suave ondulação e reduzida presença de rochas. Na região colonial, outrora área de mata nativa, se sobressaem rincões elevados com freqüentes ocorrências de rochas. Ao longo dos rios há escarpas rochosas escavadas durante milênios pela ação das águas.
Vegetação:
O Município de Panambi situa-se na Região Fitogeográfica da Floresta do Planalto com presença de araucária. A extensão original da mata nativa abrangia principalmente as áreas situadas entre os rios Caxambu, ao sul, e o Palmeira, ao norte, envolvendo a maior parte da bacia hidrográfica do Rio Fiúza e projetando-se para oeste até as confluências do Rio Ijuí. Os dois tipos de revestimentos florísticos – as matas nativas e os campos – praticamente desapareceu ou foram modificados. Os campos foram transformados em lavouras – trigo, soja e milho principalmente e pastagens cultivadas. A originária mata nativa latifoliada, com raras presenças de agrupamentos de araucária, praticamente desapareceu, restando apenas algumas áreas reduzidas em extensão.
Algumas espécies que compõem a mata nativa de Panambi (nomes populares): açoita-cavalo, alecrim, angico-branco, angico-vermelho, aroeira, branquilho, cabriúva, cambatã-vermelho, canela-de-veado, canela-guaicá, canela-pinho, canela-preta, chal-chal (vacum), caroba, cedro-branco, cedro-vermelho, cocão, coqueiro (jerivá), corticeira, erva-mate, farinha-seca, guajuvira, guassatunga, guatambu, imbuia, ipê-amarelo, louro, mamica-de-cadela, maria-preta, marmeleiro, mata-olho, pata-de-vaca, peroba, pessegueiro, piquiá e timbó. Como frutíferas silvestres podem ser mencionadas as seguintes espécies: araçá, araticum, camboim, guabiju, guabiroba, ingá, pitanga, sete capotes, uvaia e amora.
Hidrografia:
Rio Principal - Rio Fiúza
O Rio Fiúza, outrora denominado Arroio Corticeira, tem a maior parte de sua abrangência hidrográfica situada dentro da área superficial do município de Panambi. Suas nascentes encontram-se no território do município de Santa bárbara do Sul, a nordeste da localidade de Capão Alto. A foz é no Rio Palmeira. A bacia hidrográfica cobre uma área de aproximadamente 190 km², dos quais 150 km² situam-se em área do município de Panambi, e 40 km², no município de Santa Bárbara do Sul. A extensão pode ser avaliada em mais ou menos 35 km, dos quais, 32 km em território de Panambi. Pelo registro cartográfico podem ser contados, entre sangas e arroios, 59 afluentes, sendo 27 à margem direita, e 32 à margem esquerda. Entre os afluentes do Fiúza, que talvez mais se tenha tornado notório, destaca-se o Arroio Moinho, à margem direita, pois seu curso inferior corta a cidade de Panambi.
(Texto: Cláudia J. Schirmer – Agente de Turismo e Têmia Wehrmann – Coordenadora do MAHP)
Fonte Arquivo do MAHP)
(Texto: Cláudia J. Schirmer – Agente de Turismo e Têmia Wehrmann – Coordenadora do MAHP)
Fonte Arquivo do MAHP)




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